Artes Plásticas,Cinema,Literatura,enfim interesse pela vida...
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Doors,Led Zepplin,Pink Floyd,Genesis com o Peter Gabriel,
Santana,Jethro Tull, U2,tantas mais...
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tantos...
O Fantástico destino de Amelie;Feios Porcos e Maus; O Baile;O Navio;
Pelle o Conquistador;A vida é Bela;O Carteiro;A festa de Babette ;Azul ;
O Pianista "O Cinema não pode mudar o mundo nem a realidade,mas pode ajudar a reflectir"
Ettore Scolla
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Aqueles que começo na primeira página e só paro quando se lê FIM. Em seguida penso: que pena já acabou!
Um livro é um amigo para todo o sempre,aquele que te faz sonhar,imaginar...
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Só uma coisa torna um sonho impossível o medo de fracassar
Querida amiga Lucília Natal é muito mais do que palavras mais ou menos circunstanciais. Natal é sobretudo termos a percepção de que os outros e os amigos dependem de um gesto nosso para se sentirem menos sós... muita vez. É imbuída desse espírito que lhe deixo um terno e amigo abraço. Vóny Ferreira
Minha querida Lucilia, eu sei que é imperdoável. Sim, não tenho perdão. Mesmo assim, para me redimir um pouco do atraso, envio-te aqui este poema carregado de beijos e flores, com os desejos de tudo de bom na tua vida. PARABÉNS!
Aniversário (Álvaro de Campos)
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, Eu era feliz e ninguém estava morto. Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos, E a alegria de todos, e a minha, estava certa como uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma, De ser inteligente para entre a família, E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim. Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças. Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo, O que fui de coração e parentesco. O que fui de serões de meia-província, O que fui de amarem-me e eu ser menino, O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui... A que distância!... (Nem o acho...) O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa, Pondo grelado nas paredes... O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas), O que eu sou hoje é terem vendido a casa, É terem morrido todos, É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos... Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo! Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez, Por uma viagem metafísica e carnal, Com uma dualidade de eu para mim... Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui... A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos, O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —, As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa, No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração! Não penses! Deixa-o pensar na cabeça! Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus! Hoje já não faço anos. Duro. Somam-se-me dias. Serei velho quando o for. Mais nada. Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
Venho também aqui para te desejar em meu nome e do Nuno, um Natal cheio de saúde, paz e harmonia. Beijinhos e que todos estes dias sejam acrescentados de sorrisos estampados na cara de todos os que mais amamos. Beijinhos e Abraços, muitos:-)
Lucilia,passei por aqui e...estou de boca aberta!
Tantos mimos,tantos amigos lindos,mas não te gabo a sorte no que toca aos doces...Ah, vais amargar e bem com tanto bolo!!!!Nem penses em balanças tão depressa...!Para te consolar,deixo-te uma prenda de ultima hora,a condizer contigo:
E agora vamos brindar com vinho. A garrafa e o meu copo estão um pouco torcidos, dado que a viajem foi um pouco acidentada! Assim seja... Um resto de dia muito feliz e cheio de surpresas e muitos presentes:D Beijinhos e um enorme abraço.