E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre
Dia 30 de fevereiro de mil novecentos e nada. Primeira feira. Era meia noite.O sol brilhava entre as trevas de um dia claro e bonito. Um homem vestido sem roupa, com as mãos no bolso sentado de pé.Numa pedra de pau,á beira de um rio seco dizia..."EU PREFIRO A MORTE DO QUE PERDER A VIDA"... Naquele momento,muito tempo depois,um mudo falo pro surdo que o cego viu um alejado correndo atrás de um carro parado com rodas quadradas. Bem longe,perto dali,um preto careca penteava seus lindos cabelos loiros. À noite durante o dia vi pessoas praticando natação num lago seco.E outras se suicidando para viver. Ao acordar dormindo,sonhei que estava acordado,e levantando para baixo. Desci as escadas até lá em cima e fiquei com medo de cair,sem cair para cima. Montei em minhas costas e saí galopando, cheguei correndo com as mãos cansadas. Deitei em pé na banheira da sala, observando um surdo ouvindo um walkman. Um morto-vivo conversando com um vivo-morto comendo pastel. Quando acordei estava vivo! Levantei-me do armário me preparei para mais dia de descanso com muito trabalho.
Eu sofro de loucura...e aproveito todos os momentos.
Consigo rir como um louco, mesmo quando a vida se vira contra mim, oferecendo-me inumeras oportunidades de progredir, de melhorar,
de saber aproveitar as pedras do caminho. Será assim tão dificil o conseguir? Não, de fácil nada tem, por isso utilizo as minhas lágrimas
o meu choro de criança e o colo que procuro, o peito que me alimentou...o teu.
Tornei-me um turista, quando finalmente consegui descobrir que em cada pessoa existe um mundo, e é nesses mundos que procuro entender,
aprender e a preservar a dignidade que cada um deles carrega.
Falo serio quando os olhos riem e a boca chora, mas também choro quando a boca ri e os olhos te vêm
Em mim...a loucura é personalizada quando procuro nas rosas os sabores de um abraço com cheiro a terra molhada
"...como é que as pessoas continuam dentro de nós de um jeito tão intenso, as pessoas não terminam...à medida que elas continuarem amadas
assim..." "...uma forma de emprestar o corpo ao que não pode estar aqui..." "...agente já não sabe mais dizer o nome da gente sem agente
lembrar o nome dos outros também..." "... eu acho que voçes que são mães, voces têm o poder de nos gerar de novo a vida inteira... que às vezes agente precisa de nascer de novo...
e nascer de novo ás vezes é tão duro né, é tão dificil..."
Desculpe a ousadia mas gostaria de o convidar para o lançamento do meu livro.
A autora Conceição Bernardino e a Editora Mosaico de Palavras, têm a honra de convidar V.Exas. a estar presente na sessão de lançamento do livro “Linhas Incertas”, que terá lugar no próximo dia 30 de Maio, pelas 15.00 horas, na Casa Museu Teixeira Lopes, na Rua Teixeira Lopes, 32 – V.N.G (perto da Câmara de Gaia).
Prefaciado pela Doutora Goreti Dias
Os textos de Conceição Bernardino não escapam à descoberta de um determinado ponto de vista, ou seja, ao inevitável pressuposto de um sujeito, já que não existe uma análise absolutamente neutra, sem indivíduo. Cada poema é uma situação de comunicação em que a subjectividade dá lugar à apresentação claramente incisiva de alguém que gira nas esferas de valores observadas e colhidas na sociedade, ciência, moral e arte, a reflexão de um acto de conhecimento da autora em contacto com o mundo real, as suas injustiças, guerras e desamores. (…)
A poesia de “Linhas incertas” tem uma força imagética que nos roça a pele e penetra a carne, uma magnitude que, poesia dentro, se faz a cada verso mais crua, mais real. A presença de predadores na esquina dos desprevenidos, dos simples e dos desprotegidos! Da passividade à actividade, o sujeito da enunciação instiga “Crentes do nada, do vazio, levantai a cruz,/que a morte cala todos os dias...” em “ Sexta-feira Santa”; as palavras oferecem-se à partilha da dor: “Sou um pedaço de carne/que atiram aos cães”, em “Retirem-me estes cadeados”.
A apresentação da obra será feita pela escritora Rosa Maria Anselmo
De coração, te agradeço, amigo(a) ausente, amigo(a) presente, calado(a), risonho(a), de alma, de mesa, amigo(a) de rua, amigo(a) virtual mas real em mim! A Todos(as) que dia a dia, todos os dias, me estendem a mão, me ajudam a subir mais um degrau. Para ti, o meu sorrizo
não digo que estou sem tempo
porque para as pessoas tenho sempre tempo
porque para ti ainda tenho mais um minuto depois do relogio parar
mas digo antes que por vezes é preciso nos refugiar-mos de nós proprios
e de todos os pensamentos menos positivos que nos envadem
é preciso buscar o equilibrio
a alegria
o sorriso
o amor
a vontade
por vezes é preciso ter a coragem de mudar
de aceitar que a mudança apareçe quando tem que aparecer
através de quem escolhemos
nos lugares que menos esperamos
Por vezes é preciso baixar a guarda
esquecer a teimosia
as dores
para que oiçamos o que nos falam
por vezes é preciso repetir
é preciso jogar para aprender
seguir o mandamento segundo
INSTRUIVOS
por vezes...
Obrigado, um beijo em teu coração
Demasiada perda de tempo...do nosso tempo e o do outro, quando não se abraçou, quando não se olhou,
quando não se amou, quando não se tocou, não se sentiu, não se alegrou, quando não se chorou de
emoção. Quando nos perdemos nas palavras ocas do nosso orgulho, do nosso egoismo. Quando sabemos
que é demasiado? Quando não se aguenta mais a saudade de um beijo...
- * - Gifs, imagens de Bom Dia - * -
envie vários recados para seus amigos clicando aqui